domingo, 19 de janeiro de 2014

Lei ‘anticorrupção’ aumenta a procura por seguro de executivos

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A lei “anticorrupção”, que deve entrar em vigor até fevereiro, promete ser mais uma fonte de demandas para os executivos, que nos últimos tempos já vinham sentido o maior rigor de órgãos de regulação e da Justiça. O crescente temor de responsabilização de administradores na figura da pessoa física por falhas ocorridas na prática da gestão de companhias tem impulsionado o segmento de seguros de diretores e conselheiros (conhecido como D&O, na sigla em inglês).

O D&O é contratado pelas empresas para proteger o executivo em caso de reclamações de terceiros (seja de regulador, funcionário, fornecedor ou acionista) relacionadas às suas responsabilidades como administrador de empresa, muitas vezes exigindo ressarcimento com o patrimônio pessoal do executivo. A apólice cobre desde custos de defesa até uma “mesada” em caso de bloqueio ou penhora de bens.

O aumento da percepção de risco e o fato de o preço do seguro estar estável – para alguns segmentos apresenta até queda – têm feito as empresas aumentarem o valor de cobertura de suas apólices no momento da renovação. Um levantamento realizado pela empresa de auditoria e consultoria KPMG com 232 empresas de capital aberto mostra que o valor total de cobertura do D&O saltou de R$ 8 bilhões, em 2012, para R$ 11 bilhões, em 2013, alta de 37,5%.

“Há hoje no Brasil um recrudescimento nas formas de fiscalizar e acionar pessoas como administradores. Os órgãos fiscalizadores e o sistema repressivo estão ficando mais ágeis e os tribunais um pouco mais rigorosos”, observa Paulo Baptista, líder da prática de fusões e aquisições da corretora de seguros Marsh Brasil.

No caso específico das empresas abertas, a atuação mais forte da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) tem sido decisiva para o aumento do valor de cobertura das apólices. “É crescente o número de processos instaurados pela CVM, assim como o aumento do valor das multas aplicadas”, diz Adriano Almeida, diretor de produtos financeiros da corretora Aon.

E a “lei anticorrupção” pode adicionar mais complexidade a esse cenário, pois aumenta o temor da chamada penalização por “solidariedade”, em que o executivo pode ser chamado a responder pelos atos de um subordinado e ser considerado culpado por não ter sido diligente no exercício da função. Esse tipo de responsabilização já existe no país, mas ganhou força com o julgamento da ação penal 470, mais conhecida como mensalão.

Nesse caso, a novidade ficou por conta da teoria do “domínio de fato”, utilizada para condenar José Dirceu e José Genoíno. Segundo esse princípio, um executivo deve ter consciência e é responsável pelo que acontece nas esferas mais baixas de decisão. “Mais do que nunca, os executivos têm de estar atentos ao que acontece. ‘Eu não sabia’ não é mais um argumento válido”, diz Sidney Ito, sócio-líder de consultoria em riscos e governança corporativa da KPMG.

A “lei anticorrupção” prevê que as empresas possam ser multadas em até 20% do faturamento bruto caso algum funcionário se envolva em atos de corrupção. Até então, apenas o funcionário público corrompido era passível de punição. A lei permite redução das multas caso a empresa contribua com as investigações de forma ativa e incentive canais de denúncias anônimas. “A expectativa é que as denúncias aumentem, o que redobra a necessidade de proteção por parte da alta diretoria”, reforça Ito.

Os maiores “demandantes” de indenizações do seguro de executivos são os órgão fiscalizadores, como a CVM e o Banco Central (BC). Trata-se de um segmento relativamente pequeno no Brasil, em relação ao tamanho do mercado segurador, mas que tem avançado a passos largos. O volume de indenizações pagas por seguradoras cresceu 228% de janeiro a outubro do ano passado em relação a igual período de 2012, para R$ 38,8 milhões, segundo os dados mais recentes da Susep, órgão regulador do mercado de seguros.

Executivos desse mercado avaliam que tal aumento não é explicado apenas pelo maior rigor dos órgãos fiscalizadores e dos tribunais, mas também porque as empresas e executivos têm aprendido a usar melhor o seguro. “Isso decorre do amadurecimento do mercado, pois agora as empresas sabem que têm apólice e o que ela cobre. No passado, tinha companhia que tinha seguro, mas não o usava”, conta Maurício Bandeira, gerente de linhas financeiras da corretora Aon.

No caso das companhias de capital aberto, uma das maiores motivações para a contratação do seguro são os processos administrativos da CVM, segundo Klaus Barretta, superintendente de D&O da Liberty Seguros. “Os termos de compromissos são praticados desde 1998 e, de lá para cá, já foram realizados mais de 400 acordos, que arrecadaram mais de R$ 100 milhões”, contabiliza o executivo.

E o rigor da autarquia pode ser notado no maior valor dos termos de compromisso celebrados. “Antes os termos começavam em R$ 50 mil, agora são de R$ 100 mil para cima”, observa Ana Albuquerque, gerente de linhas financeiras da Zurich Seguros. Barretta lembra que o maior termo já celebrado foi de R$ 12,2 milhões. Por se tratar de um acordo, e não de uma multa, o seguro cobre esses termos de compromisso até o valor segurado pela apólice.

Outro fator de risco atual é o cenário econômico mais complexo. “Câmbio pressionado, maior endividamento, mais concorrência, fusões e aquisições, tudo isso expõe mais o executivo, que necessita de uma apólice mais adequada a esse contexto”, diz o superintendente da Zurich.

Fonte: Valor Econômico

Att.
 
Patricia Campos
 
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9 cuidados na hora de renovar o seguro do carro

Neste período cresce a demanda por renovação de seguro, ainda que possa ser feito a qualquer momento do ano (especialmente pela variação da data de vencimento da apólice).

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Entretanto, na lista de resoluções de Ano Novo de muita gente, deixar a documentação em dia parece ser uma das prioridades. Devo ficar com a mesma seguradora? Posso negociar o valor? Posso omitir alterações do perfil do segurado? E adicionar coberturas? Essas são as principais dúvidas que costumam surgir neste momento, e como essa política varia de seguradora para seguradora, fique atento às cartas que tem na manga e não hesite em solicitar ajuda profissional para esclarecer qualquer problema.

“O corretor é o profissional ideal para tirar dúvidas, apresentar as melhores propostas de coberturas do mercado e detectar as necessidades do cliente”, diz Neival Rodrigues Freitas, diretor da Federação Nacional de Seguros Gerais (Fenseg).

Confira abaixo 9 dicas da Prestum Seguros para não errar na hora de renovar o seguro do automóvel:

1) Preço não é tudo

Cuidado com propostas econômicas “imperdíveis”. Ainda que sejam tentadoras, o preço não deve ser o único fator decisivo. O que é barato à primeira vista pode sair caro a longo prazo, especialmente no momento em que você mais precisa.

2) Fama no mercado

A credibilidade da empresa, a prontidão no atendimento e o pagamento de indenizações, além de benefícios ligados ao carro, também devem ser observados. Uma consulta rápida na internet pode trazer informações sobre como a seguradora se comporta com os seus clientes.

3) Estude o contrato

Estude as condições do seguro e os valores do prêmio e da franquia antes de tomar uma decisão. Leia com cuidado todas as cláusulas do contrato.

4) Autorização para funcionar

O Procon-SP recomenda que o consumidor verifique se a corretora e seguradora possuem a devida autorização de funcionamento junto à Superintendência de Seguros Privados (Susep), órgão que fiscaliza a atuação no setor. Assim você evita cair nas garras das seguradoras piratas.

5) Compare cotações

Faça diversas cotações em diferentes corretoras para comparar valores dos prêmios e benefícios extras (como assistência técnica 24h também para a residência).

6) Não minta ou omita informações

Comunique eventuais mudanças no perfil à seguradora para não ter problemas no futuro. Em caso de sinistro, a seguradora pode negar a indenização se descobrir qualquer irregularidade. Por isso, mantenha as informações da apólice atualizada e lembre-se que toda alteração implica em um novo valor do seguro.

7) Serviços adicionais

Como a concorrência é pesada, algumas seguradoras oferecem benefícios que nem mesmo têm a ver com o objeto segurado, como mão de obra de encanadores, eletricistas e chaveiros. Aproveite!

8) Facilidade de contato

Seguradoras como Liberty, Porto Seguro e SulAmérica oferecem aplicativos para smartphones que facilitam a gestão do seguro, funcionam como canais diretos de contato com as empresas em caso de sinistro e lembram o usuário de renovar a apólice.

9) Transfira o bônus

A renovação da apólice é um novo contrato, e o pedido pode ser aceito ou não pela seguradora. Ainda que renovar o seguro na mesma companhia seja mais cômodo e tenha o atrativo do bônus, vale lembrar que este benefício pertence ao consumidor e pode ser perfeitamente transferido para outra seguradora.

Fonte: InfoMoney

Att.
 
Patricia Campos
 
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Itamaraty sugere que brasileiros rumo aos EUA façam seguro viagem

O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, orienta que brasileiros com viagem marcada aos Estados Unidos para os próximos dias não saiam do Brasil sem contratar um seguro de viagem – orientação que é dada aos passageiros para qualquer viagem e em qualquer período, mas que está sendo reforçada agora.

A chegada de uma onda de frio ártico no território americano está causando neve intensa no Norte e em áreas centrais do país. Até amanhã, a expectativa é que as temperaturas possam atingir 51°C negativos. Estima-se que mais de 140 milhões de pessoas sejam afetadas pela onda de frio, que gerou as temperaturas mais baixas dos últimos 20 anos.

O seguro de viagem, com garantia de atendimento médico hospitalar em caso de acidente ou doenças causadas pelo frio intenso, deverá servir como amparo suficiente para estrangeiros no país. Os consulados do Brasil no exterior não cobrem eventuais custos com a saúde de cidadãos brasileiros.

Seguros de viagem devem ser comprados antes da saída do passageiro do país e são geralmente oferecidos por seguradoras, bancos, bandeiras de cartão de crédito, operadoras de viagem, entre outros. O Procon-SP orienta que o viajante observe a cobertura estipulada no contrato – especialmente a abrangência em relação a doenças, medicamentos e morte. Além disso, deve-se estar atento ao período da cobertura, ao valor de indenizações, à cobertura de terceiros (se houver) e à identificação das partes envolvidas.

Em caso de emergência ou necessidade de apoio no exterior, o Itamaraty orienta que brasileiros entrem em contato com os consulados do Brasil mais próximos, cuja lista pode ser consultada na página do ministério na internet.

Até o momento, o Itamaraty não registrou nenhum acidente com vítima relacionado a brasileiros. Hoje, 1.954 voos foram cancelados e 712 estão atrasados nos Estados Unidos, estatística que inclui tanto as aeronaves que chegam e partem do país quanto as que viajam dentro do território norte-americano.

As cidades mas afetadas pelo clima são Buffallo, no estado de Nova York, com 54% dos voos cancelados; Cleveland e Toledo, em Ohio, com 50%; Kalamazoo, no Michigan, com 50%; Indianápolis, em Indiana, com 34%; e Chicago, em Illinois, com cerca de 30%.

Fonte: Agência Brasil

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