domingo, 16 de fevereiro de 2014

Motorista bêbado ou drogado poderá deixar de ter cobertura do seguro do veículo

Seguradoras poderão ser isentas de pagar o conserto do veículo de motorista bêbado ou drogado. A medida é prevista em projeto de lei (PL 5764/13) do deputado Sandro Mabel, do PMDB goiano.

De acordo com o texto, as seguradoras deixam de ter a obrigação de ressarcir os danos materiais de carro conduzido por motorista alcoolizado ou que esteja com a capacidade psicomotora alterada por outra substância psicoativa que determine dependência, como é o caso das drogas. Essa comprovação poderá ser feita por meio de imagem, vídeo, teste, exame clínico ou outro mecanismo autorizado pelo Conselho Nacional de Trânsito. Segundo Mabel, a intenção é reforçar os efeitos da Lei Seca.

PUNIR BÊBADOS E DROGADOS

“O principal ponto desse projeto não é isentar as seguradoras, mas punir as pessoas que estão dirigindo alcoolizadas ou sob efeito de drogas. O fato de a pessoa ter um seguro de carro não quer dizer que ela possa beber e, se bater em alguém, o seguro cobre. Ou seja, a despesa para quem dirige alcoolizado também fica por conta dele e não mais por conta da seguradora. Isso vai fazer com que a pessoa, além de pensar em uma possível blitz, possa pensar em um possível acidente se estiver sob efeito de álcool e, com isso, perder a condição de o seguro cobrir a sua despesa”.

DANOS A TERCEIROS SERÃO COBERTOS

Mabel deixa claro que essa isenção às seguradoras é apenas em relação ao motorista alcoolizado ou drogado causador do acidente. Portanto, os danos a terceiros deverão ser cobertos normalmente pelo seguro. No entanto, a Associação de Consumidores tem restrições à proposta do deputado. A coordenadora da Proteste em São Paulo, Maria Inês Dolci, explica porquê.

“Essa justificativa, apesar de interessante do ponto de vista da preservação da seguradora, deve ser muito discutida, porque já temos leis que tratam dessa questão. Então, trazer uma nova lei, neste momento, vai isentar as seguradoras de uma responsabilidade que tem de ser devidamente comprovada. Nós entendemos que, da forma como está, ela (a proposta) está beneficiando as seguradoras e não os consumidores, que são a parte vulnerável nesta questão”.

O projeto de lei será analisado conclusivamente pelas Comissões de Finanças e Tributação e de Constituição e Justiça da Câmara e, em princípio, não depende de votação em Plenário.

Fonte: Rádio Câmara, de Brasília, José Carlos Oliveira

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Patricia Campos
 
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Seguro DPVAT: indenizações pagas por morte caem 10% enquanto por invalidez permanente sobem 26%

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Em virtude das medidas de fiscalização e de controle de velocidade nas principais cidades do país, o trânsito brasileiro tem visto menos ocorrências fatais. Essa é uma das conclusões apontadas pelo diretor-presidente da Seguradora Líder DPVAT, Ricardo Xavier. O dado, entre outros, foi apresentado em coletiva de imprensa realizada no último dia 11 em São Paulo.

De acordo com o Boletim Estatístico da companhia, de janeiro a dezembro de 2013 os casos de morte decaíram 10% (de 60.752 para 54.767), enquanto os de invalidez permanente subiram 26% (de 352.495 para 444.206) e as indenizações para despesas médicas (DAMS) tiveram acréscimo de 42% (de 94.668 para 134.872).

Quanto ao perfil das vítimas, os homens representam 76% das indenizações pagas e a maior incidência ocorre para pessoas entre 18 e 34 anos (50,9%), mantendo o comportamento observado no mesmo período de 2012. Ao mesmo tempo, 60% dos benefícios foram pagos para os condutores, seguidos pelos pedestres (22%) e por passageiros dos veículos (18%).

As motocicletas permanecem como o tipo de transporte mais perigoso: embora representem apenas 27% da frota nacional, o veículo de duas rodas é responsável por 71% das indenizações pagas em 2013.

Fonte: CQCS | Pedro Duarte

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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Seguro de Vida: ter ou não ter, eis a questão

O administrador e economista Samy Dana, responsável pela coluna Caro Dinheiro na Folha de S. Paulo, publicou ontem (22/01) o artigo “Seguro de Vida”, apontando que, segundo a Federação Nacional de Previdência Privada e Vida (FenaPrevi), o mercado teve crescimento de 13,6% em novembro de 2013 em relação ao mês anterior. 

interrogações

“Ter ou não ter seguro de vida, eis a questão?, indaga Dana, que reconhece a dificuldade do consumidor tomar essa decisão, mesmo diante do “convincente” discurso de vendas de seguradoras e corretores. “Para muitos, gastar com seguro pode parecer dinheiro jogado fora”, sustenta Dana.

Ele argumenta que uma “dica de ouro” para quem está em dúvida é levar em conta se tem filhos. “Para quem não tem dependentes, o seguro pode ser considerado desnecessário. Talvez uma reserva ou um seguro só sobre invalidez seja mais adequado”, sugere.

Entretanto, para quem possui dependentes e quer contratar um seguro de vida, Dana aconselha pesquisar para fazer comparação de preços e benefícios. “O ideal é fazer um simulação sobre o quanto cada dependente receberia por mês em caso de morte. O assunto é delicado, obviamente, porém é preciso racionalidade para analisar a melhor proposta”.

Nesse sentido, o especialista reforça que o seguro de vida é indicado se os dependentes puderem receber renda suficiente para arcar com as próprias contas. “Um dos argumentos das seguradoras é o de que familiares do segurado possam assim dar continuidade aos projetos pessoais, como os estudos, por exemplo. E isso realmente faz sentido”.

Fonte: CQCS | Pedro Duarte

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