quarta-feira, 23 de maio de 2012

‘Seguro é garantia e não gasto’, diz especialista em finanças na PB

Para ele, o valor segurado é pequeno em relação ao gasto que se teria.

Administrador falou no quadro Bolso Tranquilo, no Bom Dia Paraíba

Seguros devem ser considerados garantias de patrinônio e não gastos para a família. Essa foi uma das dicas que o administrador Guilherme Baía, especialista em finanças, deu no quadro Bolso Tranquilo, na edição desta quinta-feira (17) do Bom Dia Paraíba.

Para Baía, o seguro é importante para famílias que sejam muito dependentes do mantenedor principal da casa. Além disso, ele explicou que o valor segurado é sempre pequeno em relação ao gasto que se teria na hora de se solicitar o serviço.

Segundo ele, os seguros servem para preservar um estilo de vida caso algum evento ruim venha a acontecer. E, para isso, se deve fazer um planejamento financeiro incluindo o valor a ser segurado no caso de contratação de um seguro.

No caso de uma família que tenha um pai, que seria o mantenedor principal da casa, uma mãe que também trabalhe, e dois filhos na faculdade, uma forma de calcular o valor segurado é da seguinte forma: se multiplica o valor da mensalidade da faculdade pelo número de meses que restam até a formatura. Depois, se soma às despesas fixas e essenciais da casa vezes o número de meses que a família precisaria para reestabelecer a renda. Ainda se deve somar as despesas extras com formação profissional da família no caso de acontecer algum evento.

Apesar de seguros serem uma boa garantia, não é recomendado que se tenha todos. “No planejamento financeiro de uma família a gente tem que pensar a que riscos ela está sujeita”, explicou Baía, acrescentando que só assim deve-se definir quais seguros fazer. “Na hora da contratação dp seguro, não pense só no que o corretor está oferencendo. Porque há sempre um conflito de interesses. O corretor, como ele recebe uma parte variável do valor do seguro, quanto maior o valor segurado, maior a sua remuneração e nem sempre é a melhor forma da família pensar”.

Os seguros mais comuns são os de carro e de vida, mas o especialista enfatizou que também existem vários outros tipos, como o educional, o de responsabilidade civil (importante para quem é autônomo) e uma categoria nova, que são os microsseguros, a exemplo do auxílio funeral para famílias de baixa renda, o residencial e o de acidentes pessoais.

Fonte: G1
 
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Patricia Campos

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Seguro Residencial ganha projeção, mas tem baixa contratação entre os massificados

Classificado como produto massificado, isto é, para venda em grande escala, o seguro Residencial pode ser obtido por um custo baixo pelo consumidor, mas ainda tem peso inferior no número de contratações - quando comparado a proteções como Automóvel, Saúde, Empresarial e Condomínio. Segundo o diretor de Ramos Especiais da Marítima, Claudio Saba, a média de aquisição do seguro residencial no Brasil é de 5%, excetuando-se os grandes centros como São Paulo e Rio de Janeiro, que podem chegar a 8%.

“Embora os levantamentos demonstrem maior projeção do seguro Residencial, o comportamento da carteira se revela homogêneo e precisa de mais incentivos para convencer o consumidor a contratá-lo”, afirma o executivo.

De acordo com o executivo, a resistência acontece em qualquer lugar do mundo. “Em países expostos a fenômenos naturais como os Estados Unidos, por exemplo, pode até haver uma contratação maior, mas existe a ressalva de que são adquiridos porque as pessoas tem medo da consequência dos desastres e não porque pensaram em se proteger”, argumenta Saba.

“Acredito que isso aconteça também por conta de uma associação mal feita ao seguro de automóvel. Por este possuir um valor alto, as pessoas pensam que o residencial também custa caro, mas na verdade não é. Em uma proteção desse tipo, o segurado não a chega a pagar R$ 200 reais por ano”, defende o diretor.

Além disso, Saba reforça que as diversas tentativas de impulsionar a proteção não surtem o efeito esperado. “Mesmo incorporando em contas de luz, cartões de crédito ou ao seguro de automóvel, nenhuma dessas alternativas transformou a percepção do produto, ele ainda tem abrangência tímida”, enfatiza.

Fonte: CQCS - Camila Barreto
 
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Previdência cresce 38% e arrecada R$ 5,6 bi em março

O mercado de previdência privada fechou o mês de março com arrecadação de R$ 5,6 bilhões e crescimento de 38,48% na comparação com o mesmo período do ano anterior, segundo comunicado divulgado pela Fenaprevi. De acordo com a entidade, é o melhor resultado para o período desde 2008.

Os recursos acumulados pelos titulares dos planos do sistema de previdência complementar aberta alcançaram saldo de R$ 274,8 bilhões, com alta de 21,56% frente março de 2012. No mesmo mês do ano anterior, as provisões totalizaram R$ 226 bilhões.

O destaque ficou para os planos individuais, com aportes de R$ 4,9 bilhões no mês e avanço de 43,41% na comparação aos R$ 3,4 bilhões arrecadados em março de 2011. Os planos para menores tiveram alta de 12,27% e arrecadação de R$ 155,1 milhões. Já os aportes para os planos empresariais registraram R$ 515,6 milhões, alta de 9,66%.

“A forte expansão na arrecadação no mês de março reflete o comportamento de um maior número de investidores adotando a previdência complementar aberta para formação de poupança de longo prazo e instrumento para planejar a aposentadoria”, afirma diz Marco Antonio Rossi, presidente da Fenaprevi.

Segundo o levantamento, em março, o VGBL arrecadou R$ 4,8 bilhões com crescimento de 48,27% frente a março de 2011. A arrecadação dos planos PGBL’s cresceu 2,59% e movimentou R$ 544,7 milhões. Já os planos tradicionais totalizaram aportes no valor R$ 254,9 milhões no período.

No trimestre a arrecadação bateu a marca de R$ 14,8 bilhões contra os R$ 11,7 bilhões verificados nos três primeiros meses de 2011. Os planos individuais obtiveram também no trimestre o maior crescimento relativo. Registraram novos aportes de R$ 12,6 bilhões e expansão de 27,53%. O segmento produto com maior crescimento relativo foi o empresarial. A modalidade cresceu 18,86% e arrecadou R$ 1,7 bilhão. Os planos para menores, por sua vez, respondeu por R$ 448,1 milhões dos aportes, alta de 13,59%.

No trimestre, segundo a Fenaprevi, o produto VGBL arrecadou R$ 12,4 bilhões com crescimento de 30,65%. A arrecadação dos planos PGBL’s cresceu11,30% e movimentou R$ 1,6 bilhão. Já os planos tradicionais totalizaram aportes no valor R$ 781,2 milhões no período.

Ranking

No mês de março a BrasilPrev liderou o ranking de arrecadação com 32,02% do total arrecadado; Itaú em segundo lugar (25,41%) seguido por Bradesco (24,15%); Santander (5,68%) e Caixa (5,05%) atrás; logo após HSBC (3,65%), e Icatu (0,79%); Safra (0,64%); SulAmérica (0,52%) e Porto Seguro (0,48%) fecham a lista. As demais entidades somam, no total, 1,60% da arrecadação.

Provisões

O VGBL é o produto com maior participação nos R$ 274,8 bilhões em provisões do sistema. O produto concentra 170,5 bilhões do total, volume 29,11% maior que o registrado em março de 2011.

O PGBL cresceu 15,93% no período e as reservas do produto passaram de R$ 57,8 bilhões para R$ 67 bilhões. As reservas de planos tradicionais, por sua vez, passaram de R$ 35,5 bilhões para R$ 36,8 bilhões no período, alta de 3,39%.

Com relação a market share, os planos VGBL mantiveram a liderança no volume de depósitos no sistema de previdência complementar, com 62,06% do total, seguidos pelos PGBL, com 24,41% do volume total de provisões, enquanto os planos tradicionais contaram com 13,39% do volume total de provisões. Outros produtos – incluindo os Fapi – completam a equação, com 0,23%.

Em relação à carteira de investimentos – diversas modalidades de ativos que garantem as obrigações corporificadas nas provisões – o mercado de previdência complementar cresceu 20,73% em relação. Com isso, a carteira do setor totalizou R$ 282 bilhões.

De acordo com o balanço da Fenaprevi, a carteira do VGBL obteve alta de 29,27%, passando de R$ 131,7 bilhões para R$ 170,2 bilhões. Já o PGBL cresceu 16,97% no período. A carteira do produto passou de R$ 58,2 bilhões para R$ 68,1 bilhões. Por fim, a carteira de planos tradicionais totalizou R$ 43 bilhões.

Fonte: Revista Apólice
 
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