terça-feira, 17 de janeiro de 2017

Pesquisa lista os 10 maiores riscos para as empresas em 2017

Envolvendo mais de 700 executivos de diferentes países, estudo aponta que preocupações com as condições econômicas e ameaças cibernéticas lideram a lista



Mudanças frequentes na liderança política nacional, o rápido desenvolvimento da revolução digital, o terrorismo global e o aumento dos custos na saúde são alguns dos riscos mais temidos pelas empresas em 2017. A constatação é da quinta edição do relatório “Perspectivas de Executivos para os Principais Riscos em 2017”, elaborado pela consultoria global Protiviti, em parceria com a Universidade Estadual da Carolina do Norte.
O estudo avaliou as preocupações mais latentes de 735 executivos de diversos segmentos da indústria nos Estados Unidos, Europa e Ásia-Pacífico, classificando os riscos em três dimensões: macroeconômicos, estratégicos e operacionais.
De acordo com a pesquisa, 72% dos entrevistados indicaram que as incertezas associadas às condições econômicas terão um impacto significativo sobre as empresas em 2017 e em maior medida do que nos anos anteriores. Muitos desses riscos apontados são relevantes para o mercado brasileiro.
“Estes 10 principais riscos são bastante aplicáveis à realidade das empresas que atuam no Brasil, e são úteis para o planejamento estratégico 2017 baseado em riscos, e podem trazer impactos para o negócio como um todo”, afirmou Maurício Reggio, sócio-diretor da operação brasileira da Protiviti, consultoria global especializada em Gestão de Riscos, Auditoria Interna, Compliance, Gestão da Ética, Prevenção à Fraude e Gestão da Segurança.
Abaixo, a lista com os 10 maiores riscos identificados para os negócios em 2017, incluindo informações úteis para o contexto no Brasil.

1) Condições econômicas no mercado doméstico e internacional – apresentou o maior aumento em relação a 2016 e foi considerado o principal risco para 2017. No Brasil, a instabilidade econômica decorrente de questões políticas também coloca este risco como prioritário por conta de fatores como a perda do grau de investimento, descontrole da inflação, recessão econômica, aumento do desemprego, restrição no mercado de crédito, queda na produção industrial e aumento da inadimplência, entre outros indicadores.

2) Mudanças e escrutínios regulatórios - Termos como compliance, corrupção, lavagem de dinheiro, cartel, multa, prisão e acordo de leniência se tornaram lugar comum com o noticiário. A atuação firme dos órgãos reguladores, fiscalizadores, investigativos e as mudanças legais e regulatórias, associadas à uma nova realidade de mercado ampliaram a demanda por Programas Efetivos de Compliance. Este risco teve um aumento na percepção de criticidade versus 2016.

3) Ameaças cibernéticas - O Ano de 2016 foi marcado por ataques cibernéticos, roubo de propriedade intelectual, violação de bases de usuários de grandes serviços de pesquisa e incremento de ataques ao serviço de informação de centros médicos e hospitalares. Para o ano de 2017 o cenário tem perspectiva de se manter, mas com algumas mudanças de foco pelos grupos que visam utilizar as ameaças cibernéticas para gerar ganho rápido e fácil de capital.

4) Inovações disruptivas e novas tecnologias – subiu para a categoria dos cinco principais riscos em 2017. No Brasil, presenciamos a evolução das fintechs. Aplicativos como Uber, Zaz car e Bla Bla car ganharam força no capitalismo colaborativo. O Airbnb ameaça diretamente as redes hoteleiras e o Home Refill entra no mercado de e-commerce. No segmento B2B, outra iniciativa do Uber, o Cargo X, promete revolucionar o transporte de cargas. No varejo, a Amazon acaba de lançar a Amazon Go com conceitos disruptivos, de loja sem checkout.

5) Segurança da informação – A gestão de segurança da informação é cada vez mais parte da preocupação de todos os setores da economia mundial e brasileira. Pesquisas indicam que quando se trata de controle sobre informação, os maiores ofensores e geradores de incidentes são de origem interna, como funcionários, parceiros e fornecedores. Os hackers representam uma média de 30% a 40% dos eventos. Os números fazem com que as empresas adotem posturas preventivas de segurança e classificação da informação, ampliando a notificação de casos antes ocultos.

6) Capacidade de atrair talentos – Este risco se mantém como alto pela quinta pesquisa consecutiva. A mudança no mercado de trabalho, com envelhecimento da população, o aumento da complexidade dos mercados, consumidores mais ativos e demandantes faz com que as organizações necessitem investir mais para desenvolver e reter talentos apropriados a essa nova dinâmica. No Brasil, a falta de mão de obra qualificada no Brasil agrava este risco localmente.

7) Volatilidade nos mercados financeiros e moedas globais – Também apresentou um grande aumento em relação a 2016, principalmente por conta das incertezas do Brexit, dos sinais de enfraquecimento da economia chinesa e da oscilação do preço das commodities. Apesar de uma economia mais fechada, o Brasil está exposto a este risco por ser um grande exportador de commodities para o mercado chinês. Nos EUA, o governo Donald Trump pode levar a um aumento da taxa de juros pelo FED, gerando uma saída de capital de mercados emergentes como o Brasil e consequente desvalorização do Real frente ao dólar e aumento da inflação, provocando lentidão na queda da taxa SELIC.

8) A cultura da organização talvez não encoraje a identificação e escalonamento pontuais das questões de risco – A cultura de gestão de riscos ainda é restrita no ambiente de negócios do Brasil. Treinamentos sobre gestão de riscos e identificação de vulnerabilidades para os colaboradores, incentivos para reporte tempestivo de potenciais problemas e política do tipo “Erga as mãos” (Raise your hands) para reporte e escalonamento ainda são pouco comuns. Para mitigar este risco, as empresas devem adotar um modelo de gestão de riscos eficaz.

9) Resistência às mudanças no modelo de negócio – Em um ambiente de negócios cada vez mais fluido, existe grande preocupação das empresas em não serem flexíveis o suficiente para questionar e mudar seu modelo de atuação. Casos clássicos de obsolescência de empresas já foram presenciados, em setores como filme fotográfico, locação de fitas VHS e de DVD.

10) Manter a fidelidade e reter clientes – a pesquisa mundial apontou relevância deste risco principalmente por conta da evolução e mudança de hábito do consumidor e mudanças demográficas. No Brasil, é relevante a mudança de hábitos do consumidor, principalmente por conta do cenário econômico atual, havendo uma natural migração para bens de consumo mais baratos e maior desapego a marcas. Marcas sólidas enfrentam desafios para manter seu market share em um ambiente hostil de queda de venda.

“Apesar de ter ficado em 11º lugar na pesquisa global, o risco de incertezas acerca das lideranças políticas em mercados nacionais e internacionais deve ser considerado como prioritário no Brasil.” complementa Rodrigo Castro, Líder da Prática de Riscos da Protiviti.

Fonte: Cnseg
http://www.segs.com.br/seguros/49246-pesquisa-lista-os-10-maiores-riscos-para-as-empresas-em-2017.html


Att.
Patricia Campos
Tel: (31) 3463-2838 / 9675-5477

Corte nos juros é positivo, mas ainda insuficiente para o mercado imobiliário



Flavio Amary, presidente do Secovi-SP, elogiou o anúncio do Copom de cortar 0,75% da taxa Selic. Porém, o impacto da medida para o setor imobiliário é pequeno.

A redução de 0,75% da taxa Selic, de 13,75% para 13% ao ano, apesar de extremamente positiva para o País, não altera as condições atuais de produção imobiliária, que está desaquecida há dois anos consecutivos. "É muito positivo esse corte na taxa de juros, porque reafirma a preocupação do Banco Central em reativar a economia e estimular a geração de empregos. Mas, particularmente para o mercado imobiliário, a medida é insuficiente", avalia o presidente do Secovi-SP, Flavio Amary.

A desaceleração da inflação e a queda dos juros são medidas necessárias, conforme Amary, mas ainda seguem isoladas para o setor. "Sozinhas, elas não funcionam para a indústria imobiliária, cuja atividade é de longo prazo e dependente do custo do crédito. Somente com dinheiro 'barato' os empresários conseguirão lançar novas unidades com segurança e em larga escala, e os compradores tomar empréstimo financeiro com confiança. Precisamos de um conjunto de propostas", ressalta Amary.

No entanto, Amary acredita que, agora, com juros mais baixos, a Letra Imobiliária Garantida (LIG), alternativa de captação de crédito, poderá ser regulamentada e ter efetividade. "Teremos mais crédito disponível", ressalta Amary.

Medidas insuficientes - Mesmo com juros baixos e inflação controlada, Amary ainda considera insuficientes as medidas anunciadas no final de 2016 pela presidência da República para atenuar a crise econômica, diminuir a burocracia, aumentar a produtividade e combater o desemprego no setor imobiliário.

O dirigente lembra que há o compromisso do governo em aperfeiçoar o cadastro positivo, criar um sistema único para quitar obrigações tributárias e trabalhistas das empresas, reduzir a multa adicional de 10% do FGTS nos casos de demissões sem justa causa e melhorar a remuneração dos trabalhadores que recolhem ao Fundo. "Porém, são medidas de longo prazo."

Amary diz que, agora, o setor vai trabalhar para ampliar os itens da pauta de melhorias necessárias para o desenvolvimento do setor, como criar a faixa 4 do Programa Minha Casa, Minha Vida, diminuir a burocracia na análise de processos de licenciamento ambiental de empreendimentos e criar regras claras para os distratos. "Esperamos o avanço dos projetos de lei protocolados tanto na Câmara quanto no Senado que tratam desses temas e para os quais o Secovi-SP apresentou diversas sugestões", conclui.

Fonte: SECOVI-SP 
(http://www.segs.com.br/seguros/48882-corte-nos-juros-e-positivo-mas-ainda-insuficiente-para-o-mercado-imobiliario.html)


Att.
Patricia Campos
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quinta-feira, 29 de dezembro de 2016

Próspero e Abençoado 2017!!

Glória a Deus!!

Mais um ano chega ao fim e, mesmo com todas as dificuldades vividas e divididas, redescobrimos que a união, a persistência, o trabalho e o amor fraterno nos edificou e nos fortaleceu para enfrentar o futuro de incertezas políticas e econômicas na certeza de que Deus sempre está conosco.

Que 2017 seja para todos nós o início de um Brasil próspero e grandioso onde nossas parcerias comerciais, nossos laços de amizades e familiares estejam mais fortes e duradouras.

Que o Cristo que renasceu em nossos corações no Natal permaneça em nossa vida e em nossas ações nos 365 dias do novo ano que vai nascer.

Próspero e Abençoado 2017 para você e sua família!!